Você já pensou na saúde de seus cabelos?

Por Dr.Tatiany de Faria*

Alterações estéticas do couro cabeludo e cabelo afetam a autoestima do paciente de ambos os sexos. Causas como estresse, desnutrição, doenças associadas e desequilíbrios hormonais são causas diagnosticadas. A alopecia androgenética é caracterizada como a perda de cabelo que ocorre com maior frequência em homens do que em mulheres. Vários fatores podem estar envolvidos, como: hereditariedade, uso de anabolizantes, processos inflamatórios, uso de medicamentos, fatores ambientais, fatores hormonais, estresse físico ou emocional, obesidade, tabagismo e idade. 

Em mulheres, a alopecia androgenética é também chamada de calvície feminina ou queda de cabelo hormonal difusa. Esta alteração é determinada geneticamente e pode sofrer influência dos hormônios androgênicos que podem acometer mulheres a partir dos 50 anos. É comum que as alterações surjam durante ou após a gravidez, menopausa e com o uso de anabolizantes. É importante relatar que o papel dos andrógenos neste tipo de alopecia é pouco claro, e alguns autores recomendam evitar o termo androgenética para esse tipo de alopecia.

Em relação ao tratamento, a finasterida é um fármaco que pode falhar em prevenir a progressão de queda de cabelos em mulheres, uma vez que o aumento dos níveis circulantes de andrógenos pode não estar envolvido. Entretanto, seus receptores e os níveis da enzima 5α-redutase estão aumentados na região frontal; e os níveis de enzimas do citocromo P450, como a aromatase (responsável pela conversão de testosterona em estrógenos), estão mais elevados na área occipital e linha frontal feminina em relação aos homens. É importante salientar que, independentemente da etiologia, a alteração do folículo capilar em homens e mulheres parece ser a mesma, havendo via comum na miniaturização folicular.

Embora a alteração histopatológica (alteração entre as células) seja indistinguível entre os sexos, além da área de maior acometimento ser diferente, há indícios de que mais cabelos sejam miniaturizados em homens do que em mulheres. Em mulheres jovens, há ainda menos evidência científica de que esse medicamento possa funcionar. Além disso, por ser uma medicação que recentemente vem sendo estudada em mulheres, pouco se sabe sobre os seus possíveis efeitos colaterais e riscos a longo prazo.
*Professora, PhD e diretora do Instituto BrainBody, localizado em Balneário Camboriú (Santa Catarina).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.